terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fragmentos

Em caixas de vidro alardeiam passado e presente com palmas, calmas
Mãos, talvez um mal maior, que atenda por futuro, destino
Mas para isso basta um turbante na cabeça errante, colorido
E eu aturo, pelo tino, atino.
Vidradas são as tardes, alardes vazios,
São bigodes, separados a meio fio, rio
Terás esquecido-o em outro lugar? ... Atacar!
Bigodes, barbichas, boinas, armas, carmas
Nos são oferecidos na bandeja, cabeças
Na prataria esverdeada da vida, querida
Resta o que de nefasto tem... Heróis de mentirinha.
Após suicídios, assassinatos, fugas, mundo em rugas,
Ruínas,
Espadas, granadas, carnificinas.
Esquecidas com milagroso líquido turvo, me curvo
No cume, rotulado em vermelho cor de sangue... Derramado.
Na letra amarela, em pedidos codificados, serão recados?
Nos seus altos e baixos, me abaixo, salto,
Salgo palitos.
Rejuvenescem as faces envelhecidas,
Esquecem, não recordam mais dores vividas;
Mas perenes são as marcas deixadas com o fruto da pena,
Uma pena!
Molhada em tinta que fere, grita, mata, a faca!
Cata restos na lombada, cata restos na esquina...
Mamãe!
O que foi feito? Bem feito!
Trâmites seguros, escusos, escuros
Dólares... Perdidos... Esquecidos
Bolsas que caem, cores atraem
Em letra maiúscula, minúsculos cérebros
Bala, belo, bola ou balão?
Engraçam-se com balelas alheias, sereias
Escamas em chamas no passado remoto: de ontem
(perdi o controle!)
E de resto? Atesto: NADA.

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